{"id":854,"date":"2025-04-13T17:08:02","date_gmt":"2025-04-13T20:08:02","guid":{"rendered":"https:\/\/obscuradoria.com.br\/?p=854"},"modified":"2025-04-19T16:36:26","modified_gmt":"2025-04-19T19:36:26","slug":"gina-um-pequeno-tesouro-escondido","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscuradoria.com\/?p=854","title":{"rendered":"Gina: um pequeno tesouro escondido"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><em>Autora brasileira pouco lembrada hoje, ela costuma ser mencionada apenas por seu livro \u00c9ramos Seis, embora tenha diversos outros romances que acabaram esquecidos<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:12px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>Se eu disser o nome Maria Jos\u00e9 Dupr\u00e9, \u00e9 bem poss\u00edvel que muita gente (principalmente quem nasceu antes da d\u00e9cada de 1980) se lembre dos livros&nbsp;<em>A Ilha Perdida<\/em>&nbsp;ou&nbsp;<em>\u00c9ramos Seis<\/em>. Durante v\u00e1rios anos, esses dois livros foram os carros-chefe da S\u00e9rie Vaga-Lume (cole\u00e7\u00e3o de livros lan\u00e7ada pela Editora \u00c1tica a partir de 1972, com obras voltadas principalmente para o p\u00fablico infantojuvenil). Maria Jos\u00e9 Dupr\u00e9 \u00e9 a autora dos dois livros. <\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:6px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full is-resized wp-duotone-default-filter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"693\" height=\"508\" src=\"https:\/\/obscuradoria.com\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/combine_images-1-3.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-858\" style=\"width:538px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/obscuradoria.com\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/combine_images-1-3.jpg 693w, https:\/\/obscuradoria.com\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/combine_images-1-3-300x220.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 693px) 100vw, 693px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<div style=\"height:6px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>Lembro-me que li&nbsp;<em>\u00c9ramos&nbsp;Seis<\/em>&nbsp;quando tinha uns 11 anos e fiquei extremamente envolvido pela hist\u00f3ria. Alguns anos depois, em 1994, o SBT produziu a melhor telenovela do canal (na minha opini\u00e3o): <em>\u00c9ramos Seis<\/em>, baseada no livro. (A TV Tupi j\u00e1 havia feito o mesmo em 1977, assim como a Globo produziu um novo remake da hist\u00f3ria em 2019).<\/p>\n\n\n\n<p>Mais de 20 anos depois de ter lido<em>&nbsp;A Ilha Perdida<\/em>&nbsp;e&nbsp;<em>\u00c9ramos Seis<\/em>, me deparei com&nbsp;<em>Gina<\/em>, tamb\u00e9m de Maria Jos\u00e9 Dupr\u00e9. E fiquei igualmente fascinado. Ao mesmo tempo, me dei conta de como essa grande autora brasileira \u00e9 subestimada. Infelizmente as novas gera\u00e7\u00f5es t\u00eam cada vez menos contato com os livros e com autores antigos. A S\u00e9rie Vaga-Lume, t\u00e3o popular entre os anos 1970 e 1990, \u00e9 praticamente desconhecida dos jovens de hoje. No meu tempo de estudante, os livros da Vaga-Lume eram sempre pedidos nas escolas. Mesmo quando n\u00e3o eram, l\u00edamos assim mesmo.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:6px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full is-resized wp-duotone-default-filter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"330\" height=\"500\" src=\"https:\/\/obscuradoria.com\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/62855.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-870\" style=\"width:376px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/obscuradoria.com\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/62855.jpg 330w, https:\/\/obscuradoria.com\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/62855-198x300.jpg 198w\" sizes=\"auto, (max-width: 330px) 100vw, 330px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<div style=\"height:6px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>Meu &#8220;reencontro&#8221; com Maria Jos\u00e9 Dupr\u00e9 n\u00e3o poderia ter sido mais feliz:&nbsp;<em>Gina<\/em>&nbsp;me prendeu do come\u00e7o ao fim. \u00c9 imposs\u00edvel n\u00e3o se sentir impelido a ir fundo na saga da personagem-t\u00edtulo e a torcer por ela. A orelha da edi\u00e7\u00e3o de 1978 do livro diz: &#8220;<strong>Gina<\/strong>&nbsp;\u00e9 um romance chocante, humanamente chocante porque nos faz refletir sobre nossos crit\u00e9rios de valor. Nele, preconceitos e estere\u00f3tipos s\u00e3o sentidos na alma e na carne de uma menina &#8216;ultrajada pela exist\u00eancia&#8217;, como diria Dostoievski&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:6px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full wp-duotone-default-filter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"620\" height=\"303\" src=\"https:\/\/obscuradoria.com\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/combine_images-3.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-859\" srcset=\"https:\/\/obscuradoria.com\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/combine_images-3.jpg 620w, https:\/\/obscuradoria.com\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/combine_images-3-300x147.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<div style=\"height:6px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>A descri\u00e7\u00e3o continua: &#8220;Este romance faz bem a todo mundo, principalmente aos que julgam as pessoas pelos atos, independentemente das circunst\u00e2ncias e da influ\u00eancia do meio ambiente. Quem se interessa por conhecer melhor as pessoas, encontrar\u00e1 em&nbsp;<strong>Gina<\/strong>&nbsp;um manual vivo de Psicologia. Ali est\u00e3o os mais variados tipos de pessoas, cabalmente descritos pela pena de Maria Jos\u00e9 Dupr\u00e9 que o cr\u00edtico Roberto Alvim Correa colocou ao lado de M\u00e1ximo Gorki&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:6px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full is-resized wp-duotone-default-filter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"841\" height=\"632\" src=\"https:\/\/obscuradoria.com\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/combine_images-3-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-868\" style=\"width:598px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/obscuradoria.com\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/combine_images-3-1.jpg 841w, https:\/\/obscuradoria.com\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/combine_images-3-1-300x225.jpg 300w, https:\/\/obscuradoria.com\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/combine_images-3-1-768x577.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 841px) 100vw, 841px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<div style=\"height:6px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>Assim como j\u00e1 havia feito em&nbsp;<em>\u00c9ramos Seis<\/em>, em&nbsp;<em>Gina<\/em>&nbsp;a autora consegue colocar o leitor t\u00e3o perto dos personagens que \u00e9 como se ele estivesse realmente convivendo naquela realidade descrita na hist\u00f3ria. Foi a mesma sensa\u00e7\u00e3o que tive ao ler&nbsp;<em>\u00c9ramos Seis<\/em>. \u00c9 dif\u00edcil n\u00e3o se sentir tocado. <\/p>\n\n\n\n<p>No artigo&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.linguagemviva.com.br\/222.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Livros Esquecidos II<\/a>, a escritora e cr\u00edtica liter\u00e1ria Maria L\u00facia Silveira Rangel explica:<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:6px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>Maria Jos\u00e9 Dupr\u00e9 (Senhora Leandro Dupr\u00e9) \u00e9 a nossa Margaret Mitchell. Tal como a autora norteamericana com seu livro \u201c\u2026E o vento levou\u201d, a obra liter\u00e1ria de Maria Jos\u00e9 Dupr\u00e9 \u00e9 t\u00e3o atrativa que prende o leitor at\u00e9 o final do romance.<\/p>\n\n\n\n<p>Ignoro se ainda perduram ecos do retumbante sucesso liter\u00e1rio de Margaret Mitchell, o mundo atual se caracteriza pela velocidade, valendo apenas o hoje que ser\u00e1 obumbrado pelo amanh\u00e3 inexor\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>A nossa escritora com seus ineg\u00e1veis m\u00e9ritos parece um tanto esquecida e nada \u00e9 mencionado sobre seus romances que alcan\u00e7aram grande sucesso na \u00e9poca em que foram escritos, tendo sido \u201c\u00c9ramos seis\u201d transformado em novela e em filme argentino.<\/p>\n\n\n\n<p>Seu estilo, com not\u00e1vel poder descritivo, a trama conduzida antes pelos di\u00e1logos v\u00edvidos que pelo aprofundamento \u00edntimo, traduz, no entanto, uma real agudeza no que se refere ao conhecimento psicol\u00f3gico e \u00e0 sensibilidade dos personagens.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<div style=\"height:6px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full is-resized wp-duotone-default-filter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"983\" height=\"430\" src=\"https:\/\/obscuradoria.com\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/combine_images-2-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-862\" style=\"width:598px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/obscuradoria.com\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/combine_images-2-1.jpg 983w, https:\/\/obscuradoria.com\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/combine_images-2-1-300x131.jpg 300w, https:\/\/obscuradoria.com\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/combine_images-2-1-768x336.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 983px) 100vw, 983px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Maria Jos\u00e9 Dupr\u00e9 (Sra. Leandro Dupr\u00e9)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Maria Jos\u00e9 Dupr\u00e9 nasceu em 1898 em Botucatu (SP) e morreu em 1984 em Guaruj\u00e1 (SP). Sua primeira obra de fic\u00e7\u00e3o, publicada em 1941, foi&nbsp;<em>O Romance de Teresa Bernard<\/em>. Seu maior \u00eaxito liter\u00e1rio, no entanto, continua sendo&nbsp;<em>\u00c9ramos Seis<\/em>&nbsp;(1943), premiado pela Academia Brasileira de Letras. O curioso \u00e9 que, embora&nbsp;<em>\u00c9ramos Seis<\/em>&nbsp;tenha sido adaptado v\u00e1rias vezes para a televis\u00e3o, sempre com sucesso, o mesmo n\u00e3o aconteceu com&nbsp;<em>Gina<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full is-resized wp-duotone-default-filter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"311\" height=\"240\" src=\"https:\/\/obscuradoria.com\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/2198663_x240.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-867\" style=\"width:439px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/obscuradoria.com\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/2198663_x240.jpg 311w, https:\/\/obscuradoria.com\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/2198663_x240-300x232.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 311px) 100vw, 311px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><em>Gina<\/em>&nbsp;foi publicado pela primeira vez em 1945. Na d\u00e9cada de 1970, j\u00e1 meio esquecido, o romance ganhou reedi\u00e7\u00f5es da editora \u00c1tica e chegou a ser adaptado para a televis\u00e3o em 1978, na Globo, por Rubens Ewald Filho e S\u00edlvio de Abreu (que j\u00e1 haviam adaptado&nbsp;<em>\u00c9ramos Seis<\/em>&nbsp;no ano anterior para a Tupi). Mas&nbsp;<em>Gina<\/em>&nbsp;n\u00e3o obteve sucesso no formato telenovela devido a uma s\u00e9rie de problemas estruturais.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-large is-resized wp-duotone-default-filter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"781\" src=\"https:\/\/obscuradoria.com\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/gina-25-de-junho-de-1978-o-globo-1024x781.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-864\" style=\"width:636px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/obscuradoria.com\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/gina-25-de-junho-de-1978-o-globo-1024x781.jpg 1024w, https:\/\/obscuradoria.com\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/gina-25-de-junho-de-1978-o-globo-300x229.jpg 300w, https:\/\/obscuradoria.com\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/gina-25-de-junho-de-1978-o-globo-768x585.jpg 768w, https:\/\/obscuradoria.com\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/gina-25-de-junho-de-1978-o-globo-1536x1171.jpg 1536w, https:\/\/obscuradoria.com\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/gina-25-de-junho-de-1978-o-globo.jpg 1670w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">O Globo, 25 de junho de 1978<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O jornalista Artur da T\u00e1vola, em sua coluna de 3 de agosto de 1978 no jornal O Globo, apontou poss\u00edveis causas do fracasso de <em>Gina<\/em> na TV:<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:6px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>O romance da Sra. Leandro Dupr\u00e9 est\u00e1 irreconhec\u00edvel! Dele s\u00f3 restam os nomes de alguns personagens. Foi um erro coloc\u00e1-lo \u00e0s seis da tarde, hor\u00e1rio no qual as mulheres t\u00eam que morrer virgens caso n\u00e3o casem, e caso casem ser\u00e1 sempre a cegonha quem trar\u00e1 qualquer beb\u00ea ao mundo. O romance da Sra. Maria Jos\u00e9 Dupr\u00e9 \u00e9 um flagrante ao mesmo tempo vivo e dolorido da luta pela ascens\u00e3o social de um grupo pobre de imigrantes que n\u00e3o se dirigiu \u00e0 ind\u00fastria. \u00c9 a saga de uma corrup\u00e7\u00e3o indireta em nome do amor e da paix\u00e3o carnal. (\u2026) O ambiente \u00e9 outro. Os personagens diferentes. O enfoque totalmente diverso. N\u00e3o era obra para as seis da tarde, hor\u00e1rio no qual seria imposs\u00edvel reproduzir o clima do romance. Pode ser esta, a causa.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas ao mesmo tempo em que aponto falhas no roteiro, sou obrigado a admitir que o adaptador \u00e9 excelente: Rubens Ewald Filho. Seu trabalho em <em>\u00c9ramos Seis<\/em>, da mesma autora, a novela realizada pela Tupi, foi primoroso! N\u00e3o \u00e9, pois, um problema de incompet\u00eancia do adaptador, ademais pessoa sens\u00edvel e inteligente.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<div style=\"height:6px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>Para mais detalhes sobre a adapta\u00e7\u00e3o de <em>Gina<\/em> para a TV, acesse o site <a href=\"https:\/\/observatoriodatv.com.br\/teledramaturgia\/gina\/\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/observatoriodatv.com.br\/teledramaturgia\/gina\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Teledramaturgia<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Autora brasileira pouco lembrada hoje, ela costuma ser mencionada apenas por seu livro \u00c9ramos Seis, embora tenha diversos outros romances que acabaram esquecidos Se eu disser o nome Maria Jos\u00e9 Dupr\u00e9, \u00e9 bem poss\u00edvel que muita gente (principalmente quem nasceu antes da d\u00e9cada de 1980) se lembre dos livros&nbsp;A Ilha Perdida&nbsp;ou&nbsp;\u00c9ramos Seis. Durante v\u00e1rios anos, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":872,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_uag_custom_page_level_css":"","footnotes":""},"categories":[14],"tags":[5],"class_list":["post-854","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-livros","tag-destaque"],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/obscuradoria.com\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/contracapa-Copia.jpg",749,596,false],"thumbnail":["https:\/\/obscuradoria.com\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/contracapa-Copia-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/obscuradoria.com\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/contracapa-Copia-300x239.jpg",300,239,true],"medium_large":["https:\/\/obscuradoria.com\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/contracapa-Copia.jpg",749,596,false],"large":["https:\/\/obscuradoria.com\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/contracapa-Copia.jpg",749,596,false],"1536x1536":["https:\/\/obscuradoria.com\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/contracapa-Copia.jpg",749,596,false],"2048x2048":["https:\/\/obscuradoria.com\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/contracapa-Copia.jpg",749,596,false],"ultp_layout_landscape_large":["https:\/\/obscuradoria.com\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/contracapa-Copia.jpg",749,596,false],"ultp_layout_landscape":["https:\/\/obscuradoria.com\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/contracapa-Copia-749x570.jpg",749,570,true],"ultp_layout_portrait":["https:\/\/obscuradoria.com\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/contracapa-Copia-600x596.jpg",600,596,true],"ultp_layout_square":["https:\/\/obscuradoria.com\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/contracapa-Copia-600x596.jpg",600,596,true]},"uagb_author_info":{"display_name":"Daniel Couri","author_link":"https:\/\/obscuradoria.com\/?author=2"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Autora brasileira pouco lembrada hoje, ela costuma ser mencionada apenas por seu livro \u00c9ramos Seis, embora tenha diversos outros romances que acabaram esquecidos Se eu disser o nome Maria Jos\u00e9 Dupr\u00e9, \u00e9 bem poss\u00edvel que muita gente (principalmente quem nasceu antes da d\u00e9cada de 1980) se lembre dos livros&nbsp;A Ilha Perdida&nbsp;ou&nbsp;\u00c9ramos Seis. Durante v\u00e1rios anos,&hellip;","rttpg_featured_image_url":{"full":["https:\/\/obscuradoria.com\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/contracapa-Copia.jpg",749,596,false],"landscape":["https:\/\/obscuradoria.com\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/contracapa-Copia.jpg",749,596,false],"portraits":["https:\/\/obscuradoria.com\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/contracapa-Copia.jpg",749,596,false],"thumbnail":["https:\/\/obscuradoria.com\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/contracapa-Copia-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/obscuradoria.com\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/contracapa-Copia-300x239.jpg",300,239,true],"large":["https:\/\/obscuradoria.com\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/contracapa-Copia.jpg",749,596,false],"1536x1536":["https:\/\/obscuradoria.com\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/contracapa-Copia.jpg",749,596,false],"2048x2048":["https:\/\/obscuradoria.com\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/contracapa-Copia.jpg",749,596,false],"ultp_layout_landscape_large":["https:\/\/obscuradoria.com\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/contracapa-Copia.jpg",749,596,false],"ultp_layout_landscape":["https:\/\/obscuradoria.com\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/contracapa-Copia-749x570.jpg",749,570,true],"ultp_layout_portrait":["https:\/\/obscuradoria.com\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/contracapa-Copia-600x596.jpg",600,596,true],"ultp_layout_square":["https:\/\/obscuradoria.com\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/contracapa-Copia-600x596.jpg",600,596,true]},"rttpg_author":{"display_name":"Daniel Couri","author_link":"https:\/\/obscuradoria.com\/?author=2"},"rttpg_comment":0,"rttpg_category":"<a href=\"https:\/\/obscuradoria.com\/?cat=14\" rel=\"category\">Livros<\/a>","rttpg_excerpt":"Autora brasileira pouco lembrada hoje, ela costuma ser mencionada apenas por seu livro \u00c9ramos Seis, embora tenha diversos outros romances que acabaram esquecidos Se eu disser o nome Maria Jos\u00e9 Dupr\u00e9, \u00e9 bem poss\u00edvel que muita gente (principalmente quem nasceu antes da d\u00e9cada de 1980) se lembre dos livros&nbsp;A Ilha Perdida&nbsp;ou&nbsp;\u00c9ramos Seis. Durante v\u00e1rios anos,&hellip;","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscuradoria.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/854","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscuradoria.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscuradoria.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscuradoria.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscuradoria.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=854"}],"version-history":[{"count":12,"href":"https:\/\/obscuradoria.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/854\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":875,"href":"https:\/\/obscuradoria.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/854\/revisions\/875"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscuradoria.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/872"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscuradoria.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=854"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscuradoria.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=854"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscuradoria.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=854"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}